sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

O Legado Duradouro de “Doctor Who” e “Sherlock” de Steven Moffat

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A retrospectiva é uma ferramenta poderosa.

Tradução de The Moffat Moment.

É difícil reconhecer os padrões no momento, para entender como um projeto maior está se desdobrando, na medida em que ele se desenrola. É muito mais fácil processar o contexto maior quando o trabalho é concluído. Muitos trabalhos importantes só se revelam em retrospecto, uma vez que podem ser adequadamente contextualizados como parte de movimentos culturais mais amplos e inseridos dentro da mais ampla consciência popular. Por essa medida, a atuação de Steven Moffat em Doctor Who é um trabalho particularmente fascinante.


Doctor Who de Moffat é um trabalho interessante, em grande parte devido ao [surpreendentemente] grande volume de veneno gerado online. Isso é de se esperar com qualquer escritor que trabalhe com uma propriedade intelectual amiga dos geeks. Fãs são inerentemente protetores do que eles consideram pertencer a eles, e isso pode levar a campanhas excessivas e agressivas de ódio contra os escritores e diretores que eles acreditam estar traindo o objeto de seu afeto. Isso é mais óbvio em termos da reação a Star Wars: Episódio VIII - Os Últimos Jedi, com campanhas de assédio contra atores, petições insanas e editoriais misóginos.

Moffat estava sujeito a esse tipo de ódio online a ponto de ser expulso do Twitter, mas a coisa mais interessante sobre o ódio de seu mandato como produtor era que ele se infiltrava no jornalismo profissional. Sites profissionais como The Daily Dot criticavam tão agressivamente Steven Moffat que até faziam questão de culpá-lo pelas decisões tomadas por seu predecessor direto [Russel T. Davies]; mesmo ao emitir uma correção de uma simples verificação de fatos desse equívoco, eles faziam questão de deixar seu comentário sarcástico sobre essa escolha narrativa dentro do artigo, sem qualquer contexto, para que pudesse parecer um endosso.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Meus 18 Artistas Disney Preferidos

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Para a minha pessoa, o melhor da Disney sempre foram os quadrinhos. Essa empresa pode até produzir tantas outras formas de entretenimento maravilhosas, mas nenhuma já chegou perto da qualidade, quantidade e produção em tantos países diferentes como os quadrinhos. Até onde eu saiba, os soberbos longas-metragens chamados de Clássicos Disney são produzidos em apenas um país, assim como as estupendas séries animadas da empresa. Os quadrinhos, não. Eles são produzidos na Dinamarca, na França, na Holanda, na Itália... E o seu mercado brasileiro já foi grande e forte, sendo publicadas revistas no Brasil que não foram publicadas em nenhum outro país, como os gibis Margarida e Urtigão, e com histórias brasileiras!

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Eu amo quadrinhos não só por causa do Maurício de Sousa e seus talentosos artistas da MSP, mas também pelos maravilindos talentos que já ou ainda trabalham para a Disney, na produção de quadrinhos! E é por causa deles que escolho dezoito para listar aqui como os meus preferidos, e não artistas que trabalham para a Disney em qualquer outra área. E também porque eles merecem todo o reconhecimento sentimental possível, já que o financeiro não lhes é devidamente fornecido.

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Mas... por que 18? Eu estava querendo manter um padrão de listas com onze tópicos, mas apenas 11 artistas era pouco para a quantidade de quadrinistas que trabalham ou trabalharam para a Disney e que marcaram a minha vida. Além de que dezoito é um número bastante sugestivo para este ano em que o Mickey, maior símbolo Disney, completa 90 anos. De resto, devo informar que esta lista não terá nenhum grau de melhor para pior ou ao contrário, serão apenas artistas em ordem aleatória. Virtualmente, ao menos, pois eu tentarei dispor os artistas na ordem que melhor seja a conexão entre os meus comentários de um com os outros.

domingo, 11 de março de 2018

Bruxaria à Brasileira

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Harry Potter não é ruim, muito longe disso. Agora, incomoda-me muito pessoas chamarem a Jo de gênio por escrever os livros dessa saga. A escritora Joanne Rowling pode ter feito muito sucesso, mas não deixou de cometer vários erros em sua história do bruxinho britânico. Não escrevo como uma pessoa aversa a esse mundo de magia e bruxaria, tenho todos os livros e DVDs de Harry Potter, é um bom passatempo, há várias qualidades nessa obra. Mas também vários defeitos. O mais notável é a divisão de casas de Hogwarts, principalmente pelo destaque que Jo dá para Grifinória e Sonserina, as maniqueístas boa e má, e o quase completo esquecimento pela Lufa-Lufa, a casa da empatia, da aceitação, da igualdade. E tal defeito A Arma Escarlate não possui.

Arquivo Pessoal
Na maioria, se não for em todas, as entrevistas que a escritora Renata Pacheco Ventura dá, ela afirma que "já vinha pensando em como seria uma comunidade bruxa no Brasil há algum tempo, mas a ideia de escrever, de fato, o que eu estava imaginando, veio quando vi uma entrevista com a J.K. Rowling. Nela, um jovem norte-americano perguntava à autora se ela um dia escreveria um livro sobre uma escola de magia nos Estados Unidos. Ela respondeu que não, mas sugeriu que ele próprio escrevesse! Foi então que decidi fazer o mesmo, só que no Brasil!". E Renata não só fez, como melhorou absolutamente cada aspecto que Harry Potter apresenta, em A Arma Escarlate. Corro o risco de estar usando uma hipérbole, mas não lembro de uma só característica abordada nos livros da Jo que a Renata não aprimorou em seu primeiro livro do bruxinho brasileiro. É realmente impressionante a semelhança e a diferença entre as duas obras, são completamente distintas, contudo, por se passarem ambas no mesmo universo, há várias correlações.

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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Acreditar no seu coração é a sua magia

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Netflix
A animação japonesa em geral é espetacular, a técnica que os animadores do Japão utilizam é a melhor do mundo, sempre surpreendendo! Infelizmente, não é frequente que o roteiro me agrade. Desenhos populares como Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco nunca me despertaram grande interesse. Felizmente, tenho conhecido algumas séries animadas japonesas que são, sim, dignas de apreciar e divulgar, como a despretensiosa e absurdamente hilária One Punch Man, onde roteiro, animação e versão brasileira encaixam-se perfeitamente. Além de personagens carismáticos, como Saitama, um herói ingênuo e superforte, lembrou-me até uma versão adulta da Mônica de Maurício de Sousa. E todas essas qualidades do desenho do Homem de Um Soco Só também estão presentes em Little Witch Academia.